terça-feira, 12 de maio de 2009

A história da queda Islandesa

No texto "A grande Ilusão", publicado na edição de janeiro da revista Piauí (http://www.revistapiaui.com.br/), João Moreira Salles conta como a Islândia, diante da crise financeira mundial, tornou-se o país com a maior baixa econômica do mundo. Assim como o crescimento do país foi um mistério para muitos, já que o PIB cresceu 25% entre os anos de 2003 e 2007, a rapidez de sua quebra também foi assustadora. Segundo as informações que o jornalista conseguiu durante sua estadia de uma semana no país, a crise teria começado com a queda do Landsbank, que até então era o mais importante banco nacional. Estrangeiros que tentavam retirar o seu dinheiro investido ali, passaram a não conseguir.
Assustadas, as pessoas com dinheiro nos outros bancos faziam a mesma tentativa também sem sucesso. A crise já havia tomado conta da pequena ilha do Atlântico Norte, que contraditoriamente há um ano havia sido considerada pela ONU (Organização das Nações Unidas), o melhor lugar do mundo para se viver. Até o final da década de 80, o país era basicamente sustentado pela pesca e era considerado praticamente sem classes sociais. Agora se vê diante de um colapso, depois de um crescimento brusco.
João Moreira Salles, conta que todos os bancos nacionais foram obrigados a pedir concordata e descobriu-se que o Banco Central não possuía dinheiro o suficiente para socorrê-los. Como consequência desse fato, as empresas também começaram a quebrar. A venda de automóveis caiu 90%. Ninguém mais comprava nada na Islândia.
Nos países estrangeiros, faz-se piadas e vende-se camisetas sobre a crise. Os islandeses são humilhados,chegando ao ponto de serem expulsos de estabelecimentos. Enquanto isso, na Islândia, os investidores de outros países são hostilizados e culpados pela crise.
Os islandeses ficaram com grandes dívidas, mas nada que se compare às dívidas dos bancos. Nas ruas as pessoas protestam, não se sabe ao certo pelo quê, mas o que se sabe é que o país vive hoje seu maior dilema, o de tentar se restabelecer como um paraíso fiscal de economia forte, ou voltar a ser um país de fraca economia e vida pacata, baseada em e dedicada à pesca.
Utilizando-se de sua prática como cineasta, o jornalista João Moreira Salles, conseguiu relatar os efeitos da crise na Islândia, de um modo figurativo, em que percebe-se o texto como uma história narrada. As pessoas participantes do drama da crise, foram transformadas em personagens, de maneira que ficou-se mais fácil nos colocar no lugar delas e entender seu drama.
"A Grande Ilusão" é um texto que vale a leitura, para compreensão mais clara do que significa um país com grandes consequências da crise e para nós alunos de jornalismo, é uma aula de construção textual e de como contextualizar fatos de modo que os leitores consigam visualizar o que se é dito.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

CCBB: Um espaço CULTURAL

O Centro Cultural Banco do Brasil, localizado na esquina da Rua Álvares Penteado com a Rua da Quitanda, em São Paulo, é um local onde se pode entrar em contato com muitos elementos culturais. Já na entrada, é possível encontrar afrescos de dois Deuses: Mercúrio e Hefesto. Passando para o saguão principal, há um enorme mosaico localizado no chão e oposto à clarabóia. Além disso, vemos como marcas da história paulistana a presença de pequenas bolinhas ao redor do relógio, simbolizando a riqueza que o café trouxe para o país, ainda que o prédio tivesse sido fundado em 1901, período em que o café já havia entrado em declínio e a indústria em ascensão.

Ainda no saguão principal é possível notar as influências de estilos originários na França no início do século XX: o art déco e art nouveau, cuja característica principal de ambos é a utilização de linhas sinuosas e a presença de motivos florais, nas grades. Os capitéis (suporte que fica na parte de cima de uma coluna) são do estilo Neoclássico, configurando ainda um ecletismo no estilo. Contudo, não é preciso chegar lá já sabendo disso tudo, porque o espaço conta com o serviço de Programa Educativo, em que é possível fazer visitas guiadas por todo o prédio, com os monitores contando tanto sobre a história da construção, como sobre as influências arquitetônicas presentes ali.

Além da belíssima arquitetura, o Centro Cultural ainda conta com sala de cinema, em que atualmente está sendo exibida a mostra Tribos urbanas no cinema. No teatro está em cartaz a peça Shirley Valentine, com a atriz Betty Faria. A exposição do mês, intitulada Era uma Vez: Arte Conta Histórias do Mundo traz uma relação entre arte e os contos de fada de autores como Charles Perrault, Irmãos Grimm e Hans Christian Andersen, contextualizada por ilustrações, objetos e esculturas.

Vale a pena também, tomar um café na cafeteria Cafezal, localizada dentro do próprio Centro Cultural.

Chegar lá não é difícil, está a dez minutos das estações São Bento e Sé do metrô.


Créditos das imagens: