Renato Modernell, criador do blog ΛÐjazzCÊNCIAS (http://renatomodernell.blogspot.com) iniciou sua carreira de cronista com uma coluna mensal no site da AOL (America Online).
Com o fechamento do portal, criou em julho de 2007, um blog para continuar publicando as suas crônicas, exercitar a escrita e manter contato com seu público de leitores. Público esse um pouco restrito, formado principalmente por pessoas que conhecem sua obra acadêmica, alunos e amigos. Estes, responsáveis pela média de 7 comentários por postagens. Os comentários feitos pelos leitores são geralmente de elogio ou de reflexão sobre as crônicas. Os leitores são pouco respondidos pelo autor.
Seu blog apresenta seu perfil profissional e também seu currículo lattes. Como atualmente é professor universitário e não dispõe de muito tempo para alimentar seu blog, o faz quinzenalmente e é o que o torna um projeto pessoal e uma produção independente.
Pelo gênero de texto de seu blog ser predominantemente de crônicas, caracterizando um gênero opinativo, sua principal fonte de informações é o cotidiano e, segundo afirma Renato, cotidiano atemporal, haja visto que suas crônicas nem sempre estão ancoradas à atualidade. No blog não há a utilização de vídeos ou charges.
A navegação no blog não é difícil, assim como é bastante agradável, porque não há excesso de informações, como anunciantes e cores vibrantes. A base é branca com escrita em lilás e as letras são diferentes: caixa alta e em negrito para os títulos; outro tipo de letra para o corpo do texto; caixa alta quando indica as informações referentes ao autor, diferenciando dos links para outros blogs e sites. As fotos que acompanham os textos são convidativas à leitura.
Para Renato, o que diferencia o blog dos outros veículos de comunicação é a instantaneidade, o baixo custo em se manter um blog e a não necessidade de seguir uma linha editorial para publicar o conteúdo. Tirando isso, não se sente a vontade para comparar a produção jornalística dos blog às de outros meios de comunicação, seja porque passa, por exemplo, longo período sem assistir a telejornais assim como não é participante em postagens em outros blogs e leitura de blogs jornalísticos. Não gosta de ler grandes matérias em frente à tela do computador!
Por esta última razão não acha que os blogs vão tomar o lugar do jornalismo tradicional, pelo menos em sua geração, pois acha muito mais prático carregar um jornal ou uma revista embaixo do braço e ler na fila do banco. Em contrapartida diz que não vê seus alunos (geração mais nova que a dele) com um meio impresso nas mãos circulando por aí, então acredita que talvez os mais jovens estejam se informando mais através de veículos virtuais. Quanto ao fim do jornalismo tradicional, após analisar as duas possibilidades, “não tem bola de cristal”, afirma.
Confira abaixo a entrevista com Renato Modernell:
Blogs no Ventilador: O blog é um projeto pessoal ou profissional? Qual a motivação para a criação do blog?
Renato Modernell: O blog é um projeto absolutamente pessoal. Ele foi criado para continuar escrevendo e mantendo contato com os leitores que liam a coluna no site da AOL.
Blogs no Ventilador: A quem ele se destina? Qual é o público-alvo?
Renato Modernell: As pessoas que geralmente lêem o blog são pessoas que conhecem a obra acadêmica, alunos e amigos. Esse é o público-alvo.
B.V.: Quanto tempo por dia dedica para atualização do blog? Quais são as fontes de informação mais freqüentes que utiliza para atualização do blog?
R.M.: O blog é atualizado quinzenalmente, ou seja, domingo sim, domingo não, por conta da falta de tempo devido outras atividades. A fonte de informação é o cotidiano atemporal, pois nem sempre essas informações cotidianas estão ancoradas à atualidade.
B.V.: Quais são as diferenças entre na produção jornalística do blog em relação ao trabalho nos demais veículos?
R.M.: Além de não precisar de um editor e também não seguir uma linha editorial, também há a instantaneidade e o custo zero para publicar.
B.V.: Hugh Hewitt, no livro Blog: entenda a revolução que vai mudar seu mundo, escreve que o professor de Jornalismo da New York University , Jay Rosen, destacou que os “blogueiros são parte de uma nova cultura de HIPERVERIFICAÇÃO”. Esse é o papel dos blogs? O jornalismo digital mudou a forma com que os jornalistas trabalham? O que destaca? Jornalistas começaram a ver as matérias como processo, mais do que um produto acabado?
R.M.: Não é confortável falar a respeito desse tema, por causa do pouco contato com outros blogs e meios de comunicação tradicional.
B.V.: Na rede todo mundo pode publicar e vamos dizer qualquer um pode praticar um “ato jornalístico”, o jornalismo tradicional vai acabar?
R.M.: Não há como saber, porque é difícil ver um aluno com um meio impresso nas mãos, mas em contrapartida, é muito confortável pegar uma revista e levar para ler enquanto se pega um ônibus ou então na fila do banco. Além disso, é muito desconfortável ler textos muito longos pela tela. “Não tenho bola de cristal”.
Com o fechamento do portal, criou em julho de 2007, um blog para continuar publicando as suas crônicas, exercitar a escrita e manter contato com seu público de leitores. Público esse um pouco restrito, formado principalmente por pessoas que conhecem sua obra acadêmica, alunos e amigos. Estes, responsáveis pela média de 7 comentários por postagens. Os comentários feitos pelos leitores são geralmente de elogio ou de reflexão sobre as crônicas. Os leitores são pouco respondidos pelo autor.
Seu blog apresenta seu perfil profissional e também seu currículo lattes. Como atualmente é professor universitário e não dispõe de muito tempo para alimentar seu blog, o faz quinzenalmente e é o que o torna um projeto pessoal e uma produção independente.
Pelo gênero de texto de seu blog ser predominantemente de crônicas, caracterizando um gênero opinativo, sua principal fonte de informações é o cotidiano e, segundo afirma Renato, cotidiano atemporal, haja visto que suas crônicas nem sempre estão ancoradas à atualidade. No blog não há a utilização de vídeos ou charges.
A navegação no blog não é difícil, assim como é bastante agradável, porque não há excesso de informações, como anunciantes e cores vibrantes. A base é branca com escrita em lilás e as letras são diferentes: caixa alta e em negrito para os títulos; outro tipo de letra para o corpo do texto; caixa alta quando indica as informações referentes ao autor, diferenciando dos links para outros blogs e sites. As fotos que acompanham os textos são convidativas à leitura.
Para Renato, o que diferencia o blog dos outros veículos de comunicação é a instantaneidade, o baixo custo em se manter um blog e a não necessidade de seguir uma linha editorial para publicar o conteúdo. Tirando isso, não se sente a vontade para comparar a produção jornalística dos blog às de outros meios de comunicação, seja porque passa, por exemplo, longo período sem assistir a telejornais assim como não é participante em postagens em outros blogs e leitura de blogs jornalísticos. Não gosta de ler grandes matérias em frente à tela do computador!
Por esta última razão não acha que os blogs vão tomar o lugar do jornalismo tradicional, pelo menos em sua geração, pois acha muito mais prático carregar um jornal ou uma revista embaixo do braço e ler na fila do banco. Em contrapartida diz que não vê seus alunos (geração mais nova que a dele) com um meio impresso nas mãos circulando por aí, então acredita que talvez os mais jovens estejam se informando mais através de veículos virtuais. Quanto ao fim do jornalismo tradicional, após analisar as duas possibilidades, “não tem bola de cristal”, afirma.
Confira abaixo a entrevista com Renato Modernell:
Blogs no Ventilador: O blog é um projeto pessoal ou profissional? Qual a motivação para a criação do blog?
Renato Modernell: O blog é um projeto absolutamente pessoal. Ele foi criado para continuar escrevendo e mantendo contato com os leitores que liam a coluna no site da AOL.
Blogs no Ventilador: A quem ele se destina? Qual é o público-alvo?
Renato Modernell: As pessoas que geralmente lêem o blog são pessoas que conhecem a obra acadêmica, alunos e amigos. Esse é o público-alvo.
B.V.: Quanto tempo por dia dedica para atualização do blog? Quais são as fontes de informação mais freqüentes que utiliza para atualização do blog?
R.M.: O blog é atualizado quinzenalmente, ou seja, domingo sim, domingo não, por conta da falta de tempo devido outras atividades. A fonte de informação é o cotidiano atemporal, pois nem sempre essas informações cotidianas estão ancoradas à atualidade.
B.V.: Quais são as diferenças entre na produção jornalística do blog em relação ao trabalho nos demais veículos?
R.M.: Além de não precisar de um editor e também não seguir uma linha editorial, também há a instantaneidade e o custo zero para publicar.
B.V.: Hugh Hewitt, no livro Blog: entenda a revolução que vai mudar seu mundo, escreve que o professor de Jornalismo da New York University , Jay Rosen, destacou que os “blogueiros são parte de uma nova cultura de HIPERVERIFICAÇÃO”. Esse é o papel dos blogs? O jornalismo digital mudou a forma com que os jornalistas trabalham? O que destaca? Jornalistas começaram a ver as matérias como processo, mais do que um produto acabado?
R.M.: Não é confortável falar a respeito desse tema, por causa do pouco contato com outros blogs e meios de comunicação tradicional.
B.V.: Na rede todo mundo pode publicar e vamos dizer qualquer um pode praticar um “ato jornalístico”, o jornalismo tradicional vai acabar?
R.M.: Não há como saber, porque é difícil ver um aluno com um meio impresso nas mãos, mas em contrapartida, é muito confortável pegar uma revista e levar para ler enquanto se pega um ônibus ou então na fila do banco. Além disso, é muito desconfortável ler textos muito longos pela tela. “Não tenho bola de cristal”.
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